Planejamentos Estratégico, Tático e Operacional – Parte 4/7


Hoje vou falar sobre o Plano Tático Financeiro que se desdobra em: Fluxo de Caixa, Plano de Investimentos e Plano de Aplicações.

Fonte Imagem: Aqui

É necessário que o leitor não confunda Plano Financeiro com Administração Financeira. Para que se faça uma boa gestão financeira da empresa é necessário que o gestor tenha tempre em mão os relatórios contábeis tradicionais como Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultado do Exercício – DRE e Demonstração de Origem e Aplicação dos Recursos – DOAR, porém estes relatórios não são sufucientes para que o gestor tenha conhecimento imediato da verdadeira liquidez da sua empresa. Não basta a empresa apresentar lucro contábil, é preciso que a equação (Ativo Circulante X Passivo Circulante) esteja compatível com sua necessidade de capital de giro. Isto faz com que o gestor se utilize de todos os instrumentos disponíveis que, juntamente com os demais demonstrativos contábeis, ajudem-no a interpretar a realidade financeira da empresa.

Desfeita a confusão, vamos detalhar a partir deste ponto o Plano Tático Financeiro.

Fluxo de Caixa

É o acompanhamento de entrada e saída de caixa, bem como destino do dinheiro. Os demonstrativos de Fluxo de Caixa devem fazer uma projeção de 3 a 5 anos e, durante os dois primeiros anos devem ter uma periodicidade menor. As estimativas mensais são particularmente importantes se sua empresa estiver sujeita a ciclos sazonais ou a grandes variações nas vendas ou despesas.

“O fluxo de caixa é considerado por muitos analistas um dos principais instrumentos de análise, propiciando-lhes identificar o processo de circulação do dinheiro, através da variação das disponibilidades mais as aplicações financeiras.” (SILVA, 2001)

Assim, o fluxo de caixa é o produto final da integração das contas a receber com as contas a pagar, de tal forma que, quando se comparam as contas recebidas com as contas pagas tem-se o fluxo de caixa realizado, e quando se comparam as contas a receber com as contas a pagar, tem-se o fluxo de caixa projetado.

O fluxo de caixa é um retrato fiel da composição da situação financeira da empresa. É imediato e pode ser atualizado diariamente, proporcionando ao gestor uma radiografia permanente das entradas e saídas de recursos financeiros da empresa. Ele evidencia tanto o passado como o futuro, o que permite projetar, dia a dia, a evolução do disponível, de forma que se possam tomar com a devida antecedência, as medidas cabíveis para enfrentar a escassez ou o excesso de recursos.

O fluxo de caixa é um instrumento de controle e análise financeira que juntamente com as demais demonstrações contábeis torna-se efetivamente um instrumento de apoio à tomada de decisões de caráter financeir, já o Orçamento de Caixa ou Projeção de Caixa é um demonstrativo dos fluxos das entradas e saídas projetadas do caixa da empresa, usado para estimar suas necessidades de caixa a curto prazo. O orçamento de caixa possibilita ao administrador financeiro uma visão clara do momento de ocorrência dos fluxos esperados de entradas e saídas de recursos ao longo de um dado período. Desta maneira, o administrador financeiro poderá planejar investimentos a curto prazo (títulos negociáveis) se esperar sobras de recursos e preparar antecipadamente a obtenção de financiamento (títulos a pagar) em caso de falta de caixa.

Plano de Investimentos

“O Plano de Investimentos tem por função detalhar os investimentos planejados, especialmente os de ampliação do ativo permanente da empresa, que visam atingir as metas de produção e vendas fixadas para o futuro, as quais dependem da existência de capacidade de produção. São previstas tanto aquisições de itens do ativo imobilizado, tais como novas máquinas, equipamentos ou móveis, como também aquisição de participação acionária em outras empresas. Além do valor de custo, no caso de itens dos ativos imobilizado e diferido, inclui o custo corrigido, a depreciação, a exaustão e amortização acumuladas”. (Moreira, 2002)

Plano de Aplicações

É o plano desenvolvido pela gestão financeira a fim de utilizar os recursos financeiros ou volume de dinheiro disponível de forma metódica e sistemática. O plano serve para aplicar as sobras de dinheiro em caixa, pois a empresa precisa utilizar esse dinheiro para aplicações financeiras.

“Em circunstâncias normais, toda empresa mantém algum volume de dinheiro disponível sujeito a variações diárias. Esse dinheiro funciona como reserva de caixa da empresa e sua manutenção é recomendável. Outras empresas por venderem à vista e pagarem seus fornecedores a prazo, tendem a manter um volume elevado de disponibilidades financeiras.” (SANTOS, 2001)

O dinheiro disponível é aplicado no mercado financeiro, habitualmente em investimentos sem riscos e de curto prazo. Se uma empresa usa seu caixa para antecipar pagamentos a fornecedores, poderá obter uma taxa de desconto bem maior do que a rentabilidade das aplicações financeiras.

As sobras de caixa também podem ser usadas para o financiamento de clientes, com o alongamento do prazo de pagamento, mediante a cobrança de encargos financeiros. A taxa de juros cobrada pode ser bem maior do que a auferida nas aplicações financeiras.

O plano de aplicações está relacionado com o orçamento de capital que é orçamento onde são projetados os recursos para a aquisição de ativos de longo prazo, como por exemplo, instalações e equipamentos.

No próximo post vou falar sobre o Plano de Marketing.

Cristina Brasão

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