O Fim do Mundo em 2012. E Agora? Gerenciamento de Crise


Blogagem coletiva Fim do Mundo

Segundo o calendário Maia, o mundo deverá acabar em 21/12/2012. Isso é verdade? Existem evidências que realmente acontecerá? Há alguma forma de escapar dessa tragédia? Ou foi apenas um erro de cálculo? Bom, todo administrador deve trabalhar com cenários: se o mundo não acabar, você continuará trabalhando normalmente, se acabar totalmente você não tem com se preocupar, já que não existirá mais nada, mas pode sobreviver alguém. E daí? O que fazer? Por isso resolvi falar hoje sobre o gerenciamento de crises.

Pra começar, o que é crise? Segundo Slatter e Lovett, crise é uma situação que ameaça as metas de alta prioridade da organização. As crises são conseqüências de eventos ameaçadores do ambiente ou de falhas gerenciais da organização. Todas as empresas possuem algum grau de suscetibilidade à crise. Podemos dividir em três grupos de causas suscetíveis à crise:

  • Variáveis competitivas e ambientais como fatores macroeconômicos  ou ambiente instável podem levar a empresa à uma crise.
  • Características gerenciais: capacitações  individuais e estilo gerencial afetam diretamente a qualidade da tomada de decisão e no caso de uma decisão errada pode ser fatal.
  • Atributos organizacionais como recursos e estruturas também afetam a qualidade do processo decisório e consequentemente podem levar à uma crise.

É claro que não existe uma receita para que sua empresa nunca enfrente uma crise, mas pode-se dizer que o perfil corporativo, associado ao estilo gerencial, a destreza decisória e uma postura estratégica agressiva é menos suscetível à crise.

Podemos afirmar que a crise gera stress no corpo gerencial, afetando assim seu comportamento, que consequentemente afeta a qualidade da tomada de decisão, então atenção!!!


Fonte Imagem: Blog PEGG, adaptado de Slatter e Lovett, 2009, p.60

Normalmente quando a crise já está instalada, a empresa precisa fazer alguma coisa e começa aumentar a velocidade com que as coisas acontecem: aumenta a velocidade e quantidade de informações circulando na empresa, aumenta a pressão e a quantidade e de decisões a serem tomadas. Tudo isso causa uma sobrecarga e pode gerar as seguintes respostas:

  •   A busca por informações torna-se mais meticulosa e a direção da empresa fica mais seletiva sobre o que ouvir e acreditar.
  •   Os sinais de perigo são ignorados, já que informações desagradáveis tendem a ser rejeitadas.
  •   A direção usa suas experiências anteriores para responder à crise ao invés de chamar um especialista.
  •   O processo decisório vai se desintegrando.
  •   Aumento da inflexibilidade: menos tolerância à ambigüidade; quem decide desenvolve uma visão única da situação e esta visão é mantida mesmo diante de informações que exigem uma reavaliação da situação; características pessoais do tomador de decisão são realçadas.

Um erro bastante comum na tomada de decisão gerada pelo alto grau de stress é a tendência de resolver os problemas de imediato ou no máximo em um futuro muito próximo, o que pode não elimina a crise definitivamente, já que o longo prazo deixa de ser considerado.
É claro que uma crise não se instala na empresa de imediato, alguns estágios são observados, então fique de olho no que está acontecendo com a sua empresa:

Fonte Imagem: Blog PEGG, adaptado de Slatter e Lovett, 2009, p.63

No estágio 1, os diretores desconhecem a existência da crise, geralmente por falta de informações e controles adequados da organização.

Assim que os sinais da crise se tornam mais visíveis, a empresa passará para o estágio 2, quando os diretores começam buscar motivos para minimizar a crise, por exemplo a desculpa de que um novo produto demora a emplacar e portanto nenhum diretor precisa fazer nada, já que não se trata de uma crise, mas sim do ciclo de vida do produto.

À medida que a crise se agrava, a estrutura organizacional começa a se desintegrar e a empresa entra no estágio 3, quando os diretores já assumem que algo está errado e começam a tomar algumas providências, porém de maneira bastante tímida. Aqueles diretores com opiniões divergentes da maioria são isolado e muitas vezes até eleiminados do corpo diretivo.

A empresa atinge o estágio 4 em algum tempo, quando há uma perda significativa de eficácia e eficiência da tomada de decisão, o compromisso com as metas organizacionais diminui, os cortes orçamentário provocam conflitos de poder e cresce a expectativa de fracasso.

No final a empresa entra em falência ou se recupera graças a estes ingredientes-chave:

Fonte Imagem: Blog PEGG, adaptado de Slatter e Lovett, 2009, p.77

É muito comum haver uma diferença entre o que ocorre na empresa e o que é reporatado pelos diretores. Quando os negócios vão bem existe uma tendência dos diretores de serem conservadores para garantir que esta fase seja prolongada. Este comportamento também faz com que diretores acumulem reservas para um período próximo de crise.

Toda crise exige mudança! Se a crise for percebida logo no início, terá mais chances de afastar um agravamento, mas não importa em que estágio a crise é identificada, sempres serão nenecssárias mudanças, o que muda é apenas a intensidade dessas mudanças. Muitas vezes é necessário que a empresa atinja os estágios 3 ou 4 descritos acima para dar início à recupeção. Às vezes a empresa precisa desaprender o que sabia antes para resurgir das cinzas e precisam:

  • perder a confiança nos antigos líderes;
  • abandonar antigos objetivos e adotar novos;
  • admitir que antigos métodos não funcionam mais antes de adotar novos.

E finalmente, é provavel que a maioria das empresaa só consiga sair desta crise graças à intervenção externa, já que no meio de uma crise a empresa tem necessidade de uma visão totalmente nova e livre de vícios para superá-la.

REFERÊNCIAS:

SLATTER, Stuart e LOVETT, David; COMO RECUPERAR UMA EMPRESA, 2009.

Cristina Brasão

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