Moda é Imagem – Regina Martelli (11/05)


A palestra de hoje foi sobre Moda é Imagem com Regina Martelli, consultora de moda do editorial de jornalismo da Globo e foi bastante interessante por ela responder muitas perguntas, mas rápida quando comparada às demais que estamos acostumados em ir. Ela começou com um pequeno atraso e durou 40 minutos. Não senti nela uma grande experiência em dar palestras, percebe-se que ela domina o assunto: moda, porém não soube como palestrante nos passar.

Formada em jornalismo desenvolveu uma afinidade com a moda ao longo do seu curso, principalmente porque este tema mudou no fim da década de 80 a maneira de ser tratado, passou a ser associado ao marketing: a moda além de vestir pessoas, passou a ser visto como estilo de vida de cada um, em cada objeto que ela adquire ou deseja, seu meio de transporte, seus acessórios, enfim, tudo que ela se identifica, é porque naquilo tem moda, e seu criador procurou seguir uma tendência para atingir certo grupo. Para vender tais objetos, os comerciais mostram ao consumidor qual estilo de vida ele terá quando comprá-lo, dessa forma ele convence de forma indireta sua necessidade em adquirí-lo.

Com essa mudança no tratamento da moda, Regina resolveu estudar moda por contra própria, pois ainda não havia faculdades no Brasil. Começou na Globo, vendo em uma nota no jornal que a consultora de moda da Globo, Cristina Franco havia deixado a emissora. Em 1980 ingressou no caderno Ela do jornal O Globo, onde permaneceu até 1985. Ainda em 1985 foi para o Jornal do Brasil, permanecendo até 1992 editando as reportagens de moda da Revista de Domingo, fez alguns outros trabalhos e enfim se tornou consultora de moda do editorial de jornalismo da Rede Globo em 1996.

Após seus 40 minutos de fala, ela finalizou a palestra e abriu o espaço para perguntas, usando a justificativa de que era melhor responder o que gostaríamos de escutar, ao invés de falar, às vezes, o que nem estávamos buscando ali. Foi proveitoso, porque ela recebeu várias perguntas, mas muito distintas do tema marketing pessoal, o tema que era pra ser aprofundado por ela para abrir nossa mente e entendermos não só o que é, mas o que o envolve.

Dentre as perguntas respondidas, ela falou sobre o visual principalmente das apresentadoras de telejornais. Sua principal função é aliar credibilidade e harmonia e transmitir isso nas roupas, corte de cabelo e postura utilizados por elas.   Quanto ao corte de cabelo, havia uma curiosidade: na década de 90, todas deveriam ter cabelo liso, devido ao estúdio ser de Cromaqui (aquele plano de fundo verde), então a pessoa era recortada pelo editor de imagens e implantavam digitalmente a imagem que estampava aquele tema abordado, com o cabelo cacheado, o recorte da cabeça ficava estranho, por isso o cabelo liso era predominante entre os apresentadores. Hoje não há mais esse fundo, por isso elas tem liberdade para usar cabelos ondulados e cacheados se quiserem. Maquiagens leves, roupas e acessórios discretos são obrigatoriedade. O que deve se chamar atenção é a notícia! A apresentadora deve estar neutra, por isso, nada de estampas que hipnotizam ou listras e xadrez fortes que podem dar até vertigem em alguns telespectadores.

Apesar de tudo isso, elas ainda são referência de moda para quem as assistem, então o cuidado com a escolha do corte de cabelo e as roupas é grande para não causar efeito negativo, caso haja, aquilo logo é corrigido e abolido por aquele período. Exemplo: roupas pra Patrícia Poeta são menos sociais por se tratar se uma revista semanal, mas quando é criticada por algum vestido mais justo que vestiu, não colocam mais entre as opções para ela, peças semelhantes. Corte de cabelo da Fátima Bernardes (Martelli da preferência aos cortes curtos, diz que ele mostra o perfil da pessoa, deixou claro que não quer todo mundo de chanelzinho, mas no universo dos curtos, cada um escolhe o que mais tem haver com sua personalidade), se a maioria não gosta, eles tem que mudar imediatamente, ainda que a mesma tenha gostado, para não causar polêmica toda vez que ela entrar no ar, e a notícia ficar em segundo plano.

Apesar dos pesares, gostei de seu perfil como profissional, muito direta quando fala, tem um pouco de ar cômico com sua personalidade tão sincera, o que causou um rebuliço entre os que a assistiram.

Uma cabeleireira a fez uma pergunta sobre como se portar em seu salão (quanto à corte de cabelo, roupas…). Vendo que a cabeleireira estava sem maquiagem alguma, cabelos molhados e longos, , Regina orientou que ela se arrumasse mais, disse que ela estava muito acabada para uma profissional da beleza. A mulher tentou se justificar, mas Regina não deu ouvidos, disse que não tem desculpa, que no caso dela, ela dorme de rímel a prova d’água, para num caso de incêndio em seu prédio ela não ser vista, feia, pelos moradores. Por essas e outras, algumas pessoas se retiraram ao longo do evento, que se encerrou às 21 horas e 40 minutos.

Luisa Matos

Aluna do 7o. Semestre de Administração de Empresas da UFMT Cuiabá

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